|
|
|
|
|
|
Home >
Colunistas >
César Romão >
Artigos |
|
|
EU QUERO, EU POSSO, EU
MEREÇO!
O comportamento do "Eu quero", tem sido o meio de nos
comunicarmos com o mundo desde o nosso nascimento.
Quando desejávamos algo, logo tornávamos este algo parte
integrante de nossas vontades.
Eu quero mamar, Eu quero mamãe, Eu quero papai, Eu quero
colo...
O Eu quero vai mudando de sentido, de volume e de
consistência ao longo de nosso processo de crescimento e
vai se tornando cada vez mais presente a cada dia, a
cada momento.
Aí me surgem as seguintes perguntas:
- Até onde nossas vontades influenciam nossa formação
intelectual, emocional e espiritual?
- Até onde nossas vontades nos fazem pessoas melhores ou
piores e nos colocam na posição que realmente faz parte
do destino que estamos criando?
Quando se visita um site ou se folheia um catálogo de
produtos, daqueles que tem objetos muito interessantes,
com coisas que nunca vimos, e às vezes nem imaginávamos
que existissem, vamos nos entretendo com tantas coisas
modernas que prometem facilitar nossa vida e nos fazer
mais felizes.
Até então não conhecíamos esses objetos, mas agora...
Agora nós os conhecemos... E não podemos mais viver,
tranqüilamente, sem alguns deles.
Em uma pesquisa que fiz pude constatar que entre dez
pessoas, oito delas possuem algo em suas casas compradas
nestes sites, catálogos ou até de programas de TV.
Usaram por alguns dias e agora fazem parte da tralha
dessas pessoas, acumulada em algum canto da casa. Quanto
às pessoas que ainda não têm alguns desses objetos, q e
que gostariam de ter obtido, mas por motivos diversos
não o fizeram, mas gostariam de tê-los comprados, todas
chegam a dizer para si: Eu quero!
À medida que somos submetidos a novas experiências e
novos conhecimentos, sentimos que tais acontecimentos
podem fazer parte de nossa vida e que ela vai ficar
melhor, nos fazendo acreditar que estamos nos
satisfazendo de alguma maneira.
O Eu quero, passa a receber o apoio para o Eu posso, mas
será que pode mesmo?
Muitas pessoas entram em dívidas profundas, para comprar
aquilo que não precisam, para pagar com o dinheiro que
não têm, só para mostrarem para quem não gosta delas.
O Eu posso passa a ser um desafio, um estado mental
muitas vezes irreal, que compromete a estabilidade
emocional e pode causar muitas frustrações, quando não
concretizado.
A prática de que tudo se pode é só basta querer tem
levado muitas pessoas a conhecerem frustrações
marcantes.
Em pouco tempo o Eu mereço, toma nova forma e, a partir
daí, nada mais é levado em conta. É simplesmente eu
mereço e pronto! Muita gente merece muita coisa, mas nem
sempre aquilo que ela merece vem facilmente. É
necessário desenvolver um estado de conquista.
Desilusões amorosas são repletas de comportamentos e
lamentos de pessoas que estão esperando a "tampa-de-panela"
que merecem.
- "Ah! Tal pessoa merece algo melhor...".
Merecimento vem acompanhado por tudo aquilo que
investimos nele e não pelo desejo de ter algo que
julgamos ser bom para nós. É resultado de muito esforço,
muita dedicação e, principalmente, muita paciência.
Pense bem, mas muito bem mesmo, naquilo que você quer,
naquilo que você pode e naquilo que você merece.
Não faça do Eu quero, Eu posso, Eu mereço a sua missão
de vida.
Faça deles mais que verbos transitivos diretos.
Faça deles a forma de chegar à sua plenitude espiritual
com a consciência tranqüila, de querer o que sabe que
está a seu alcance, de poder o que sabe que conseguirá e
de merecer aquilo que o destino lhe reserva. |
|
|
César
Romão
Mestrando em
Psicologia Organizacional
Eleito pelos principais veículos de comunicação do
país como um dos escritores mais lidos do Brasil.
Motivador da Força de Paz da ONU integrada pelos
soldados do Exército Brasileiro.
Como Cronista tem seus artigos reproduzidos em
diversos jornais e revistas do país.
Site:
www.cesarromao.com.br
Fale com o autor:
cesarromao@cesarromao.com.br
Esta coluna é quinzenal e os artigos são
gentilmente cedidos pelo autor. |
|
|
|
[+ artigos do autor] |
|
|
|
|
|
|