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Inteligência: uma arma
para a Competitividade
Desde que descobriu o fogo, o homem não parou de
evoluir. Parte disso por curiosidade. Parte por cobiça.
Mas o importante é que essa evolução não parou de
acontecer. Nos últimos 20 anos, essa evolução tomou
forma de velocidade feroz atropelando o próprio homem em
sua forma de ver e sentir a sua vida e o
seu tempo. É a criatura dominando o criador...
Essa velocidade espantosa que o mundo vive assume
caráter ainda mais volátil dentro das corporações. Nunca
o homem precisou tanto de um tipo de saber diferente,
novo, instantâneo. Nunca o homem precisou tanto aprender
sobre tudo de forma instantânea. E a cada coisa que
sabe, quanto mais sabe, mais
precisa saber. Para viver, para competir, para
sobreviver, para decidir.
A mudança trouxe até uma nova área de conhecimento. A
Inteligência Competitiva. Ela é um processo de busca,
análise e uso constante das informações necessárias para
que uma decisão possa ser melhor tomada. E olha que o
homem decide tudo a todo instante. Tudo para poder
competir ainda mais.
E fazer o mundo andar ainda mais rápido.
Ou seja, é a Inteligência Competitiva a grande
responsável pela forma que o homem vai competir contra
seus opositores no mercado.
Oriunda das gestões militares, a Inteligência
Competitiva é composta de duas outras áreas: da gestão
do conhecimento e da Tecnologia da informação. Para
entender melhor, é preciso definir cada uma destas
coisas.
A inteligência á a capacidade de apreender, aprender e
usar um conhecimento interpretando-o e adequando-o a
cada situação. Já o conhecimento é a formação de uma
base conceitual sobre algum tipo de situação ou
necessidade vivenciada. Pode ser tecnicamente
classificado quanto a sua forma de obter e quanto à sua
forma de usar. Ambas são importantes. Na forma de obter,
o conhecimento pode ser direto ou indireto. No primeiro,
usa-se a capacidade formal de aprendizagem do cérebro.
Na outra, é caracterizada a aprendizagem sem o caráter
formal, o que em psicologia chamamos de pensamento
lateral. Quanto à forma de usar, este conhecimento pode
ser tácito, intrínseco à pessoa, ou explícito, quando
ele é usado e assume um caráter extrínseco.
Como a inteligência competitiva nos auxilia no processo
de tomar decisão, a informação que alimenta esse sistema
deve ser a melhor possível. Analisada da melhor maneira
possível. Por conta disso, a informação não pode ficar
oculta, escondida. Deve ser disseminada. E é exatamente
neste ponto que entram as tecnologias da informação.
Para ajudar na disseminação e cuidar da segurança das
mesmas, permitindo uma melhor posição de
competitividade.
A adoção de um sistema de Inteligência Competitiva por
parte de uma empresa deve seguir um modelo simples:
identificar as áreas chaves de tomada de decisão,
coletar de forma permanente todas as informações
pertinentes a essa áreas chave, analisar todas as
informações e dar um feedbak para os que realmente
precisam decidir.
Muito mais que um conceito, a Inteligência Competitiva é
uma importante maneira de vencer as barreiras nesse
mundo globalizado, de forma estruturalmente simples, mas
culturalmente complexa: o uso estratégico da informação. |
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Edson Gil Administrador
profissional formado pela Universidade Federal de
Pernambuco.
Há 10 anos, é Consultor de empresas em Estratégia
Empresarial e Gerência Competitiva, tendo
realizado consultorias para mais de 90 empresas.
É Palestrante com mais de 150 palestras realizadas
por ano.
Site:
www.edsongil.com.br
Fale com o autor:
contato@edsongil.com.br
Esta coluna é quinzenal e os artigos são
gentilmente cedidos pelo autor. |
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