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O mundo mágico do
Marketing
Poucas palavras exercem um
fascínio profissional maior do que marketing. E embora
muitos não o confundam mais com a propaganda, uma de
suas ferramentas, ainda o confundem bastante. Marketing
em muitas organizações ainda é visto como uma cartola
mágica que apresenta soluções encantadoras para os
resultados: lucro e sucesso, seja da organização em si
ou de pessoas.
A
própria definição de marketing dada por um de seus
maiores autores, Philip Kotler, é mágica. E cercada de
glamour. Segundo Kotler, “Marketing é dar satisfação ao
cliente de forma lucrativa”. O que está perfeito. Mas em
tempos modernos, o marketing tem se preocupado até em
criar necessidades para satisfazê-las em seguida. Muitos
contestam veementemente essa afirmação, principalmente
porque acham que fere preceitos éticos. Outros não.
Acham que essa forma de atuar do marketing está correta.
E que é ela quem deve ajudar a garantir dois pilares
vitais para a empresa moderna: sobrevivência e expansão.
Dessa forma, idolatrada por uns e amaldiçoados por
outros o mundo do marketing toma as mais variadas
formas, como veremos.
Atrelado
diretamente à estratégia, como ciência, exatamente pela
importância que possui em trazer recursos para a
organização, o marketing deixou de assumir uma rígida
postura globalizante (o chamado marketing para todos ou
de massa) e, aos poucos, foi paradoxalmente, buscando
individualizar-se em seus mais diferentes aspectos e
áreas de conhecimento. Surgiu assim, o marketing
esportivo, o infantil, o étnico, o para idosos, o
religioso, o pessoal, ....
O
marketing evoluiu tanto como ciência, forçado pela
própria necessidade de sobreviver em si, que provocou o
chamado paradoxo global, onde busca cada vez mais
atingir um número maior de pessoas, de forma
individualizada, segmentada, buscando em sua essência
características comuns. Nessa forma de pensar surgiu o
chamado marketing direto. Aquele focado exatamente no
tipo de público que interessa de verdade à empresa, ou
melhor ainda, focado naqueles que realmente ou possuem
ou podem possuir necessidades a serem satisfeitas pela
organização, seus produtos e serviços.
E você
que ainda está pensando que marketing é só “4Ps”. Ok,
tudo bem. Eles são a essência. A base do raciocínio.
Concordo plenamente, mas isso quase todo mundo sabe. E
fazer a mesma coisa que todo mundo não o torna
diferente.
Hoje é
preciso saber o que fazer exatamente para conquistar,
agradar, satisfazer um cliente antes de iniciar um
emaranhado de ferramentas, técnicas e formas com esse
objetivo. Simplesmente porque pode ser que tudo aquilo
que a sua empresa ou você estejam fazendo simplesmente
não obtenha o resultado esperado. E a estratégia,
definida como a arte de alcançar resultados, não
funcionará como desejado. As torneiras dos custos
estarão abertas e os recursos se esvairão por elas antes
mesmo que entendas o que está acontecendo.
O
moderno marketing deve ser feito de forma direta, na
forma que os mais antigos, como eu, ainda chamam de
sistema integrado de marketing. Ou seja um conjunto de
ferramentas e técnicas voltadas para atender as
necessidades de um grupo definido de pessoas: seus
clientes, atuais e possíveis. E para isso é fundamental
planejar corretamente as etapas desse marketing.
É
através de um bom plano de marketing que aumentamos as
chances de colher resultados encantadoramente
satisfatórios, ser reconhecidos e alcançar os níveis
estratégicos que desejamos. É também através de um bom
plano de marketing que definimos as vantagens
competitivas que realmente possuímos no mercado,
conhecendo o próprio mercado, nossos clientes e
concorrentes.
Mas
somente ter um plano de marketing não basta. Não há
plano de marketing que alcance resultados se a cultura
da empresa não for direcionada para o seu marketing.
Quem acredita que fazer marketing é importante,
engana-se. Hoje é imprescindível pensar e fazer
marketing.
E fazer
isso de forma direta, focada em seus públicos definidos.
Conhecendo além de suas necessidades e desejos.
Conhecendo as suas expectativas e seus valores ao longo
do tempo. Medindo os seus resultados. Comparando e
corrigindo. Tudo focado no resultado que se espera.
Marketing é realmente fascinante, mágico. Mas não é
mágica. Requer planejamento e, principalmente, muito
trabalho. Não há coelhos. Há técnicas e ferramentas
estatísticas. Não há varinha mágica, mas sistemas de
informação integrados e focados nos resultados.
E tudo
funcionando muito bem, sob pena de o show ser um fiasco. |