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A
coisa mais difícil de se fazer
À medida que o tempo passa
e a chamada evolução avança vertiginosamente na vida das
pessoas, uma coisa se torna mais difícil de ser efetuada
a cada instante: pensar no mais simples. O homem tende a
complicar tanto as coisas, colocando tantas variáveis em
cada situação que pensar e agir sobre o óbvio se torna
sua maior necessidade e sua maior virtude.
Basta ver pela quantidade de decisões que tomamos a cada
dia e que, em sua grande maioria, não temos tempo para
fazer o básico: pensar. É a fundamental capacidade que
distingue o homem de todos os outros animais, mas
raramente é efetuada com a precisão necessária.
Simplesmente porque complicamos.
A cada vez que temos algum problema, buscamos com todo
nosso esforço e a todo custo pensar apenas na solução
dele (ou seja, buscamos apenas uma saída ao invés de
pensarmos em pelo menos duas alternativas para que
possamos escolher qual delas é a melhor). Ou então,
fazemos ainda pior. Pensamos sim, mas de forma tão
complicada, com tantas variáveis, sins e nãos, que
esquecemos o maior objetivo de nossas vidas: ser feliz.
O grau de complexidade que nos metemos é tão grande e
nos acostumamos tanto a eles, que as empresas
basicamente se esquecem de agir sobre as coisas mais
simples, o que muitas vezes provoca aumento de custos e
ineficácia.
Engraçado que isso ocorre exatamente quando os seus
clientes querem o melhor que estas possam oferecer, mas
da forma mais simples e que esteja realmente ao seu
alcance, tanto quanto ao grau de compreensão e,
principalmente, de uso.
Como exemplo, basta consultar os manuais de equipamentos
ou observar com atenção algumas propagandas efetuadas. A
quantidade de termos técnicos usados, principalmente o
uso de expressões em inglês, é tão grande que confunde o
cliente. A própria observação da propaganda mostra que
existe, sim, toda uma preocupação sobre a exposição das
características dos produtos, mas raramente esta se
lembra de explicar os benefícios.
Para o consumidor, o mais importante, o básico, para
despertar o princípio da propaganda, chamado AIDA,
(atenção, o interesse, desejos, e a ação de compra)
passa pela capacidade de demonstrar a essência, o
benefício, que se terá com o produto. E que os termos
técnicos servem apenas para os criadores e suas
criaturas. Para as pessoas comuns, o que vale é sempre a
velha relação custo x benefício, ou investimento x
retorno, como importante instrumento de decisão.
Afinal, de complicado já basta a vida. |