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Sua empresa joga tênis ou frescobol?

Após a leitura de um artigo neste final de semana, resolvi me indagar a respeito de um tema muito importante nos dias de hoje, a medida que a concorrência faz do detalhe uma grande diferença.    Na empresa onde trabalhamos, joga-se : Tênis ou Frescobol? Não entendeu?
Nada contra nenhum esporte, muito pelo contrário, vou apenas fazer uso destes 2 jogos para melhor exemplificar.
    O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente por aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. Ou seja, para um ganhar o outro necessariamente precisa perder.
    O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é sentido por todos. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... Ou melhor todos, todos marcam pontos e ganham juntos !

    Reflita esta semana se na sua empresa, departamento, equipe, ou até mesmo com os seus companheiros de sala, qual jogo estão fazendo..?

Erik Penna
Graduado em Economia com Pós-Graduação em Marketing, tem grande experiência na área comercial, varejo e indústrias. Escreve matérias e artigos para revistas e sites como VendaMais, Vencer, Alshop Brasil e Crescimento Pessoal & Motivação.
Atuou como gerente de vendas da Cooperativa Vinícola Aurora, diretor comercial da Alimentos Karina e coordenador regional do Núcleo de Jovens Empreendedores do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. Atualmente é consultor da área comercial, professor, palestrante, diretor da EQUILIBRIA Treinamentos e autor do livro A Divertida Arte de Vender.


Site: www.erikpenna.com.br
Fale com o autor: contato@erikpenna.com.br


Esta coluna é quinzenal e os artigos são gentilmente cedidos pelo autor.

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