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ATENDIMENTO – VAMOS
ACORDAR?
Um dia desses fui a um supermercado para fazer compras e
fiquei surpreso com o que me aconteceu.
Como pode nos dias de hoje, com tudo o que se ouve falar
a respeito de concorrência, dificuldades de mercado,
desemprego assustador, clientes cada vez mais
esclarecidos e exigentes, exista ainda o famoso MAU
ATENDIMENTO? Pois é verdade! Ele ainda existe!
Fiquei imaginando por que as pessoas, apesar de conhecer
todos esses fatores, incorrem nesse erro. Como um
empresário permite, muitas vezes, passivamente, que isso
ocorra em seu estabelecimento. Como pode correr o risco
de perder clientes num momento tão complicado, em que a
infidelidade é uma coisa praticamente certa. Como?
As empresas líderes em atendimento, crescem duas vezes
mais depressa do que os concorrentes, aumentam a sua
participação no mercado 6% ao ano em média, enquanto os
concorrentes perdem 2% de mercado por ano. O retorno
médio sobre as vendas é 12% e os concorrentes têm um
retorno de 1% sobre vendas.
Estes números por si só justificam um olhar mais apurado
do empresário em relação ao atendimento que está
prestando ao seu cliente. Como gestor, deve ter uma
visão ampla, genérica e holística do seu negócio, mas
jamais esquecer os detalhes, pois eles que fazem a
diferença.
Muitas empresas acham caro treinar sua equipe, acabam
investindo pesado em tecnologia, dessa forma, o
resultado são sérios prejuízos, pois, contratam
mão-de-obra barata, sem capacitação, esquecendo que o
cliente quer e gosta de ser bem atendido, sendo ele, a
única ferramenta capaz de medir a qualificação da sua
empresa.
Por que, com esse desemprego absurdo, uma pessoa
empregada, coloca em risco a sua oportunidade,
realizando um mau atendimento?
Fiquei pensando depois que saí daquele mercado e fiz-me
todos esses questionamentos, chegando a algumas
conclusões.
No mundo de hoje, só consegue sucesso material quem
serve os outros da melhor forma. Só temos uma maneira de
ser bem sucedidos financeiramente, é oferecendo às
pessoas produtos, serviços melhores ou mais baratos do
que aqueles que já têm. No caso citado acima, do
supermercado, nem um nem outro estava sendo respeitado.
Muitas pessoas só dão valor às coisas, depois que as
perdem. Será que aqueles que atendem mal aos seus
clientes sabem, realmente, a importância que eles têm
para a empresa e seus empregos? Será que sabem a
importância de ter um emprego hoje em dia?
Como já disse, a grande maioria só dá valor às coisas
depois que perde. Depois que estão meses sem trabalho,
começam a se perguntar por que não deram o melhor de si
para aquela empresa, para as pessoas que cruzaram seu
caminho. É o ser humano e suas particularidades.
O grande problema disso tudo é que muitas vezes, as
pessoas estão em determinados trabalhos somente para
fazerem o básico ou o necessário, não se esforçam e,
constantemente perguntam-se: o que adianta fazer mais?
Isso não vai aumentar meu salário mesmo! O fato é que
estão em um trabalho que não gostam. Não amam o que
fazem, portanto, por que ser diferente e melhor?
Para que possamos um dia ganhar o que achamos que
merecemos e fazermos o que gostamos, temos que, em
primeiro lugar, realizar o melhor que pudermos,
superarmo-nos na função que estamos desempenhando, por
mais que não seja o que sonhamos, para nós, no momento,
porém é o trampolim necessário para alcançarmos e
chegarmos ao que desejamos. Não podemos desprezar
oportunidades. Elas existem, são reais, portanto, vamos
tratar de dar o nosso melhor. Isso, a grande maioria das
pessoas não entende, não percebe.
As oportunidades aparecem para aqueles que estão
preparados para enxergar até onde poderão ir,
agarrando-se com intensidade as possibilidades reais
existentes.Mas tudo isso só é possível com determinação. |
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Gilberto
Wiesel
Palestrante Motivacional, Consultor de Empresas,
Conferencista Motivacional, Empresário,
Agropecuarista, Escritor de artigos para revistas
nacionais. Graduado em Administração de Empresas.
Site:
www.gilbertowiesel.com.br
Fale com o autor:
gilbertowiesel@gilbertowiesel.com.br
Esta coluna é quinzenal e os artigos são
gentilmente cedidos pelo autor. |
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