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Como atuar num mundo
imprevisível
Talvez a lição mais sábia que as últimas crises nos
ensinaram é que teremos que lidar cada vez mais com
situações imprevistas. E não estamos falando apenas de
jogo de cintura, das pequenas surpresas do dia a dia.
Estamos falando em planejamento de carreiras, lançamento
de produtos e decisões de vida que precisam ser tomadas
quase no escuro.
Então, adianta ou não pesquisar cenários? Como pensar e
agir contando com o imprevisível? Como maximizar o
potencial de produtos, pessoas e equipes diante de
realidades em mutação constante?
Sem dúvida, teremos que acrescentar muito jogo de
cintura ao planejamento. Mais difícil ainda é quebrar o
paradigma de fazer “dar certo” - principalmente quando o
certo significa igual ao que havíamos imaginado.
E o que nos resta quando não temos mais certezas?
Amor à primeira vista
A artista plástica e consultora de empresas americana
Suzanne Merritt defende o resgate da percepção
estético/intuitiva. Eu explicaria esta percepção como
sendo algo semelhante ao amor à primeira vista: uma
sensação de que este é caminho, algo forte e
inexplicável, que nos dá segurança e nos impulsiona.
Difícil de provar, mas fácil de sentir.
Parece loucura? Um pouco, mas sua validade se comprova
através dos inúmeros exemplos na história dos
empreendedores, cientistas e descobridores. Um exemplo
recente? O impressionante relato da descoberta da
estrutura do DNA: enquanto pesquisadores tentavam
centenas de combinações possíveis durante meses, um
outro grupo simplesmente optou pela estrutura mais
bonita. E acertou na primeira tentativa.
Seria este um caminho? E se for, como lidar com ele?
Segundo Merritt, a percepção estético/intuitiva é um
potencial que pode ser desenvolvido. Seus componentes
são a sensibilidade - no caso, os sentidos, a noção de
timing e as emoções - a imaginação e o intelecto, este
usado para interpretações e para a criação de metáforas.
De qualquer forma, estamos falando de habilidades muito
diferentes das que são usualmente solicitadas aos
executivos. Mas não seriam estas justamente as
habilidades dos executivos especiais?
Fazer dar certo
Um ponto a favor da percepção estético/intuitiva é sua
força: o entusiasmo substitui os argumentos. Deixamos de
atuar em função do que é provável e passamos a atuar em
função de nosso desejo. Afinal, quem diria que um xarope
marrom se transformaria na bebida mais consumida e
conhecida pela humanidade?
Quem visualizaria tamanho mercado para os Computadores
Pessoais há poucos anos atrás?
Fala-se tanto em mudanças...E o que muda na atuação das
pessoas e organizações devido às mudanças? Além do
Planejamento, Intuição. Além da Organização,
Flexibilidade. Além do Controle, Monitoramento e
Aprimoramento constantes.
Talvez o mais importante seja parar explicar porque vai
dar certo. Em vez disso, usar a vontade, a sensibilidade
e a liderança para fazer dar certo. |
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Gisela
Kassoy
Especialista em
Criatividade e Inovação, realiza trabalhos de
Consultoria, Seminários, Palestras e atua como
Facilitadora de Dinâmicas e Equipes de Geração de
Idéias no Brasil e no exterior. Trabalha para
empresas como Solvay, Banco Real, Festo, Springer
Carrier, Bosch e ABN-Amro Real.
É autora do livro “Porta-Idéias, Um Guia para V.
Estimular, Guardar e Aprimorar Idéias“ e co-autora
do Manual de Treinamento e Desenvolvimento da ABTD.
Site:
www.giselakassoy.com.br
Fale com a autora:
gisela@giselakassoy.com.br
Esta coluna é quinzenal e os artigos são
gentilmente cedidos pela autora. |
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[+ artigos do autor] |
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