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Planeje
sua liberdade, aprecie o que você tem, crie alternativas
Primeiro de
janeiro é o dia de muitas promessas, transformações,
desejos, imaginações, criações, mas não ultrapassa isso,
na maioria dos casos. Olhamos muito para o que desejamos
conquistar, por vezes desprezando o que já conquistamos,
até mesmo deixando de polir, de comemorar as nossas
conquistas. Por que gastamos tanta energia fazendo
ginásticas cerebrais e poucos colocando em prática?
A reflexão transformadora exige de nós uma
conduta agregadora, evolutiva e de aplicabilidade. Será
a busca do ideal ou a permissão de que a conquista do
sonho esteja cada vez mais distante, ou será um
mecanismo de defesa que nos convida a fugir da
responsabilidade, de colocar em prática os nossos
sonhos? Será que nós colocamos nas mãos do outro, do
universo a nossa felicidade ou a concretizações dos
nossos pedidos? Ou será o medo de depararmo-nos com o
fracasso ou até mesmo com o sucesso, ou seja, com a
conquista e não nos sentimos merecedores? Ou é a famosa
passividade do brasileiro?
Estejam certos de que, neste momento, estamos
usando somente uma parte do cérebro do nosso potencial,
desprestigiando o outro ou convidando-nos a cair na
rotina, não identificando ou não criando oportunidades.
Lembrem-se das portas que se abrem para os perceptivos
ou que se fecham na cara dos desligados. É como se
estivéssemos andando de forma desequilibrada, também
como se não acreditássemos na nossa potencialidade, na
nossa auto-estima, e na nossa capacidade de “colocar a
mão na massa” e seguir adiante, trazendo o novo, o
reajustado para nossa vida.
“Eu quero, eu quero, eu quero” e, em muitos
casos, deixamos de ver o que temos, assim como deixamos
de recriar a própria vida. A qualidade de vida está em
nossa cabeça. Quanto mais reconhecermos as nossas
conquistas, quanto mais construtivo forem nossos
pensamentos, quanto mais melhorarmos a qualidade das
nossas idéias, maior será a nossa inteligência e melhor
será a nossa vida, sentindo-nos plenos ou parcialmente
plenos em nossas realizações.
Nós temos tudo em abundância: cinema, teatro,
praças, canteiros, sol, chuva, livros, sites, pessoas,
saúde, inteligência, mas não desfrutamos de tudo isso.
Estamos sempre idealizando, sonhando, desejando,
transformando tudo isso em desperdício.
Antigamente, não podíamos muitas coisas, nossa
liberdade era restrita; hoje, podemos tudo, temos total
liberdade de criar, transformar, dirigir a nossa vida
como quisermos e, assim mesmo, continuamos presos em
nossos pensamentos e em sonhos não concretizados,
restando, ou melhor, surgindo um vazio que deverá ser
preenchido de outra forma. Muitas vezes, queremos doces,
mas sabemos que não vamos agüentar, deixando o resto na
mesa do restaurante. Levem-no para casa, comam-no depois
ou busquem alguém para dá-lo ou dividi-lo. Juntem os
fragmentos que devem ser juntados, mas não os
desperdicem. Pensem o quanto vocês estão desperdiçando
na sua vida, quantas oportunidades perdidas em função de
leis sociais, insegurança, arrogância, etc.
Olhem para os seus caminhos percorridos, para
suas criações, para os resultados objetivos, passem a
transformá-los e sigam em frente.
Pensem no que vocês são bons e naquilo que
fazem muito bem, como poderão ser cada vez melhores e
criarem situações correlatas, agregadoras, tanto do
ponto de vista pessoal como social. Apropriem-se da sua
principal característica porque (ela) faz parte de
vocês.
A reflexão
transformadora envolve:
- reconhecerem suas
conquistas;
- reconhecerem-se como pessoas com qualidades e
constantes mutações;
- relacionem-se com pessoas opostas às suas
características (certamente irão agregar valor aos
seus valores);
- flexibilizem-se com o objetivo de transformar
uma informação ou acontecimento, adaptando-a(o) e
recriando-a (o) sem perderem os seus valores;
- elaborarem, vão além do pedido,do sonho;
- produzam e consigam que a informação ou
acontecido chegue ao outro de forma efetiva.
Não esperem algo,
se vocês não respeitarem o que vocês têm e o que são. A
cobiça é desperdício!
Evitem serem escravos do dinheiro, ou do outro,
ou dos sonhos: ele poderá comandar-lhes, mas se souberem
usá-lo da forma certa e no momento adequado, isto poderá
ajudá-los a transformarem-se, levando à concretização de
seus sonhos.
Criar, sem colocar em prática é pura ilusão,
causa indignações e frustrações, surgindo, assim, um
circulo círculo vicioso.
Saiam da rotina! Se hoje vocês atenderam um
cliente de uma forma, “de que outra forma poderíamos
atendê-lo?”. Se negociaram de tal forma, “que outra
forma poderiam negociar?”. Se criaram um novo produto ou
processo de trabalho, “que outro poderiam criar?”. Se
aproveitaram de tudo o que a vida lhes deu, “como
poderiam aproveitar mais e mais?”. Se ficaram felizes,
“como fazer vocês e os outros felizes também?”.
Pode parecer estranho, mas criar e colocar em
prática exige disciplina, esforço e reformulações de
modelos mentais. Feridas do passado, loucuras pessoais,
sonhos frustrados, formas de pensamento poderão ou não
impulsionar o seu crescimento. É preciso inovar,
agregando valor ao que já existe: a humildade trocando
lugar com a arrogância.
Muitas vezes estamos em um lugar querendo estar
em outro. No final, não estamos em lugar algum, nem
conosco, ficando somente no mundo do desejo e da
imaginação.
O mundo empresarial poderá ser uma fonte
inspiradora para ajudar-nos a ver como tudo isso poderá
acontecer.
No mundo corporativo, tenho cada vez mais
percebido a preocupação e a prática efetiva da inovação:
reinventam processos, produtos, forma de atendimento
etc. A inovação transformou-se numa forte aliada no
mercado competitivo e percebo cada vez mais o reflexo no
caixa dos meus clientes que apostam nesse pensamento,
praticando-o. Para isso, foi preciso uma transformação
na forma de pensamento, convidando todos os
colaboradores a pensarem além da rotina, apesar da
sobrecarga de metas e afazeres do dia-a-dia.
Em alguns casos, criaram-se áreas específicas
para pensarem além do cotidiano, com variedade de
idéias, reaproveitando, adaptando, simplificando e até
inventando algo diferente. A variedade no pensamento nos
ajuda a gerar muitas idéias, não perdendo de vista os
seguintes questionamentos:
1- O que fazemos bem e
devemos continuar?
2- O que fazemos de ruim e que devemos parar da fazer?
3- O que não fazemos que devemos fazer?
A inovação tem de
ocorrer o tempo todo. Não existe mais a possibilidade de
ficar um dia sem pensar em algo diferente, sem analisar,
sem ajustar e sem colocar em prática. Devemos tirar os
projetos da gaveta e da cabeça. Não é somente ficar no
sonho, mas aplicando o princípio da dialética: “Pensar
com a cabeça na lua, com os pés no chão”. Devemos
aproveitar da liberdade que temos para criar, não
desperdiçando, o que temos, mas conquistando e criando
alternativas. Este é o lema para 2007!
Revisão: Dra. Yêda Camargo
Revisão gramatical e Cursos de Redação empresarial
E-mail:
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