SucessoAbsoluto - Porque sucesso é o que você quer!

 

 

  Seções
Metáforas
Testes
  Colunistas
César Romão
Cristina Moutella
Edson Gil
Erik Penna
Gilberto Landim
Gilberto Wiesel
Gilclér Regina
Gisela Kassoy
Leila Navarro
Luiz Marins
Marcelo de Almeida
Maria Inês Felippe
Osmar Coutinho
Profº Menegatti
Raúl Candeloro
Reinaldo Polito
Roberto Recinella
Sérgio Buaiz
Sérgio Dal Sasso
Tom Coelho
Vicente Lugoboni
 

Você tem um site? Troque links conosco, clique aqui!

 
Home > Colunistas > Raul Candeloro > Artigos

A estratégia da Lealdade

Se você é uma daquelas pessoas que acha que fidelização e lealdade de clientes podem ser conquistadas apenas por caros sistemas de CRM, que somente grandes empresas podem utilizar, espero que este artigo ajude-o a mudar de opinião.
A estratégia da lealdade pode ser utilizada por qualquer empresa, de qualquer ramo, inclusive pela sua. O marketing de relacionamento, utilizado para alcançar maior competitividade e lucratividade, nada mais é do que o gerenciamento das atividades de atração, manutenção e aumento contínuo do nível de relacionamento com o cliente.
É importante entendermos a razão pela qual um cliente volta a comprar ou fazer negócios conosco e é aqui que entramos na estratégia da lealdade.
A estratégia da lealdade é abordada através de 4 níveis. Vamos a eles:
Nível 1 - Relação financeira: é o nível de fidelidade que o cliente tem com empresas que praticam preço baixo. Ou seja, o cliente sempre volta a comprar aquele produto ou serviço porque é o que tem menor preço. O cliente tem um vínculo financeiro com a empresa.
Apesar de funcionar bem, como podemos verificar no sucesso que as empresas acima citadas têm, deve tomar-se um grande cuidado se a estratégia estiver no vínculo financeiro pois, a partir do momento em que essas empresas não mais oferecerem o preço mais baixo, perderão seu diferencial e seus clientes irão para a concorrência que desenvolveu outro tipo de estratégia de lealdade. O vínculo financeiro é muito frágil. E nem sempre o cliente irá dar preferência para o preço mais baixo, mas sim para o que tiver melhor custo-benefício para ele. Por isso chamamos de cliente eventual.
Nível 2 – Relação social: é o nível onde os clientes voltam a comprar o produto ou serviço por questões puramente sociais, ou seja, porque conhecem o dono, porque são amigos do vendedor, porque a loja fica no bairro, etc. É um cliente regular.
Esse nível já não é tão frágil, pois baseia-se em indicações e preferências emocionais dos clientes. Porém, ainda assim tem muitas falhas, uma vez que esses vínculos sociais são mutáveis.
Nível 3 – Relação customizada: é quando o cliente começa a perceber os atributos do produto ou serviço oferecido e o valor que tem para ele. Ou seja, começa a voltar naquela loja, a comprar matéria-prima daquele fornecedor, a almoçar todos os dias no mesmo restaurante, a ficar sempre no mesmo hotel, tudo porque começa a perceber que aquela empresa realmente está oferecendo os atributos que ele valoriza – e está disposto a pagar por eles.
Essa estratégia já tem uma grande vantagem sobre a financeira e a social, pois começa a lidar com o conceito de “valor para o cliente”. A maioria das empresas encaixam-se aqui (ou pelo menos tentam), oferecendo um produto ou serviço adequado para agradar a maioria de seu público-alvo. É uma tentativa de segmentação. Um exemplo fácil de entender é o McDonald’s: foi feito para pessoas que gostam do estilo de comida e querem comer rápido. Veja que a estratégia deles está na padronização e não na adaptação, e o cliente que gosta dos atributos de seus produtos sai satisfeito e volta, mesmo que não haja personalização. E ainda indica para os amigos. Chamamos estes de clientes defensores.
Nível 4 – Relação integrada: é quando você praticamente une todas as 3 estratégias apresentadas, oferecendo atributos que o cliente valoriza, por um preço que ele está disposto a pagar, e ainda integra um certo grau de adaptação para que esses atributos sejam maleáveis a ponto do cliente receber apenas o que tem interesse. Se ele quer um sanduíche sem picles, ele terá e rapidamente.
Por exemplo, a rede de hotéis Accor que possui hoje 6 marcas: Sofitel, Novotel, Mercure, Ibis, Formule1 e Parthenon. Veja que cada uma dessas marcas tem uma segmentação diferente. Assim, a Accor oferece opções integradas para seus clientes, possuindo ainda plano de fidelidade (incentivando os clientes a se hospedarem em uma das marcas da rede) e sendo socialmente responsável, com vários projetos que ajudam o meio-ambiente e a sociedade. Estes clientes são fiéis e leais, por isso chamamos de parceiros.
Solidificar relacionamentos, transformar clientes indiferentes em leais e servi-los com qualidade são as melhores maneiras de aumentar vendas e melhorar a qualidade delas. Em que estratégia da lealdade seus produtos ou serviços se encontram? Como passar para o próximo nível?

Raul Candeloro
Raúl Candeloro é diretor-fundador da Editora Quantum. Atualmente, é editor das revistas VendaMais, Liderança & Supervisão e Crescimento Pessoal & Motivação. É palestrante em vendas e motivação, ministrando eventos abertos ou in company em diferentes cidades do Brasil.
Site: www.raulcandeloro.com.br
Fale com o autor: raul@vendamais.com.br 

Esta coluna é quinzenal e os artigos são gentilmente cedidos pelo autor.

[+ artigos do autor]

 

 Indique esta Página!

 

 
Shopping

  Sucesso Diário

Receba diariamente frases de sucesso.
Cadastre-se!

Nome:
E-mail:

 

 
© Copyright 2006 [ SucessoAbsoluto.Com ]